Ela não é flor que se cheire
Enquanto
a vida passa meu amigo
Levanto
a voz do meu abrigo
Antigo
o qual trago comigo...
Na
lembrança de um decênio
Ão
de comer em juízo
O
odor da flor do milênio...
É
a vida que passa meu amigo...
Flor
que exala o veneno
Levanta
do tumulo os contos
Ordem
num mundo pequeno
Reconhece
a cor do sereno?...
Que
Deus nos livre dessa flor
Unificada
num universo de dor
E
em alta voz entoa um cantor...
Serpente
que traduz o calor
Explora
a vida com fervor...
Cheira
o bem nas narinas
Hilária
ordem de benfeitoria
Ensina
quem vive nas ruínas
Intenção
elevada que se faz
Reconhecida
das libertinas
Ensina
as cidades das campinas...
Francis Perot